Corria o ano de 1998 quando, um pouco no embalar da corrente como tudo o resto na minha vida, fui parar, como estudante, a essa cidade fabulosa, que ainda hoje considero a MINHA cidade: Coimbra.
É um lugar comum, mas a verdade é que só apenas quem ali viveu enquanto estudante consegue sentir o que é Coimbra realmente. E Coimbra é, ainda, a única cidade de estudantes em Portugal.
Serão vários os artigos que aqui irei escrever, mas posso desde já dizer que desde o primeiro domingo em que os meus pais me foram deixar a Coimbra que me senti parte de algo, completamente integrado. Ali nunca tive receio de praxes, de não me conseguir integrar bem, de não ser bem sucedido em que aspecto fosse. Senti-me desde o primeiro minuto parte da mobília daquela que é, ainda hoje e repito, a MINHA cidade.
De tanta coisa me recordo, mas algumas coisas tenho que destacar. O Pinto's da D. Adelina e do Sr. Pinto, a tasca que se transformou na minha segunda casa, propriedade de um casal que hoje considero como uns segundos avós e do qual irei falar no futuro, várias vezes.
Recordo-me também do som do Fado de Coimbra a ecoar pelo Arco de Almedina, todos os dia quando ia para as aulas, saindo de uma pequena loja, discoteca e alfarrabista. Ainda hoje Fado de Coimbra é ainda sinónimo, para mim, daquele local que me acompanhou desde o meu primeiro dia naquela cidade.
Também o enorme respeito que impunham todas as paredes das faculdade da Alta faz parte das minhas primeiras memórias coimbrãs e um enorme sentimento de orgulho por pertencer à ACADEMIA, Peço desculpa a todos os estudantes do ensino superior que não estudaram na Universidade de Coimbra, mas tal ainda é hoje para mim um enorme orgulho e considero aquela Universidade ainda a referência para qualquer estudante, especialmente pelo ambiente que se vive na cidade, algo que não é vivido em outra cidade portuguesa.
quarta-feira, 31 de março de 2010
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